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domingo, 26 de julho de 2015

ÁGUA DE ESGOTO TRATADO - EFLUENTE PARA APROVEITAMENTO RACIONAL E SEGURO NA AGRICULTURA


Continuamos com considerável atraso na questão do uso racional da água. O desperdício é grande e somado aos períodos de estiagem cada vez mais longos e severos, está colocada a necessidade de se pensar em novas formas, ou investir nas que já são conhecidas e comprovadamente eficazes, para não gastar tanto e reaproveitar a maior quantidade possível do líquido precioso.

Nesse aspecto, a experiência desenvolvida pelo NÚCLEO de PESQUISAS EM GEOQUÍMICA E GEOFÍSICA DA LITOSFERA - USP/SP é importantíssima, e deve merecer toda a atenção e apoio.

Esgoto tratado favorece agricultura e poupa água para consumo, mostra estudo

25/07/2015  - 
São Paulo - 
Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

O emprego da água de esgoto tratado (efluente) na agricultura aumenta a produtividade, segundo estudo do Núcleo de Pesquisa em Geoquímica e Geofísica da Litosfera da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadores testaram, durante 15 anos, as vantagens do uso dessa água, que contém minerais e nutrientes como nitrogênio e fósforo, importantes no desenvolvimento das plantas.

Para o professor de geoquímica e ambiente da USP Adolpho Melfi, a água usada atualmente na irrigação das lavouras pode ser substituída com segurança pelo efluente, o que pouparia água potável importante no abastecimento das cidades. “A agricultura utiliza praticamente 70% da água que poderia ser para o consumo humano”, explica. Atualmente, o efluente só pode ser usado na lavagem de ruas e irrigação de jardins, por não haver legislação que autorize o seu uso no campo.

O experimento feito nas cidades de Lins e Piracicaba, interior de São Paulo, mostrou que a economia no uso de fertilizantes nitrogenados chegou a 80% no plantio de capim, utilizado na alimentação do gado, durante um ano de baixa ocorrência de chuvas.

Os cientistas compararam a produtividade do capim irrigado com água comum e do irrigado com esgoto tratado. Ambos receberam a mesma quantidade de fertilizante necessário para o crescimento das plantas. O resultado foi uma produtividade de 33 toneladas de capim por hectare ao ano no caso das plantas que receberam irrigação comum e de 39 toneladas por hectare ao ano no capim irrigado com efluente.

O mesmo experimento feito com a cana-de-açúcar resultou na produtividade de 87 toneladas por hectare ao ano para a cana que recebeu irrigação comum e de 143 toneladas por hectare ao ano na irrigada com água de esgoto tratado. Os testes foram feitos com cana soca, ou seja, quando a planta ainda não recebeu o primeiro corte.

Riscos do uso de efluentes

Para o emprego da técnica do esgoto tratado na agricultura, porém, é preciso atenção a alguns riscos, explica Melfi. “Como o efluente tem muito nitrogênio, uma parte não será aproveitada pela planta. Essa parte vai infiltrar no solo e contaminar o lençol freático na forma de nitrato. Há também os organismos patogênicos [presentes no efluente], que podem provocar problemas na saúde humana. A gente precisa ter um controle muito grande também dos metais pesados”, disse.

Para contornar esses problemas, os cientistas encontraram soluções simples. Para evitar os metais pesados, presentes nos dejetos de indústrias, os efluentes devem ser recolhidos preferencialmente de cidades pequenas, onde o controle é mais fácil e predomina o esgoto doméstico.

“Em Lins, o esgoto é exclusivamente doméstico. Em Franca, por exemplo, com a indústria de couro para a fabricação de sapatos, a curtição do couro usa uma substância formada por cromo, altamente tóxico. Mas o esgoto de lá pode ser usado, porque existem duas redes separadas, uma que é esgoto industrial e outra que é doméstico. No esgoto doméstico, não tem metal pesado”, explica o cientista.

Quanto aos organismos patogênicos, como o grupo de bactérias E.coli, existem tratamentos que são capazes de eliminá-los do efluente. Outra forma mais simples de evitar essa contaminação nas plantas é selecionar culturas que passam por tratamento industrializado antes do consumo, como é o caso do café, milho e cana-de-açúcar.

“O café pode ser irrigado com efluente, pois depois é torrado. A laranja também é irrigada nos Estados Unidos, na Flórida, por efluente. Basta fazer uma irrigação na superfície do solo, por gotejamento ou mesmo enterrada em até 20 centímetros, de forma que a fruta não entre em contato com os efluentes”, explica o professor.

O capim, cultura testada no estudo, é cortado e permanece na superfície do solo durante algumas semanas para que seja transformado em feno. Depois disso, o produto estará seguro para alimentar o rebanho de gado, já que os organismos patogênicos morrem nesse processo de fenação.

É importante lembrar, ainda, que o simples despejo do efluente em rios também gera problemas, pois causa a eutrofização. “Aumentam muito os micro-organismos, algas que consumem o oxigênio, e essa água sofre eutrofização, são aquelas espumas. Ou a água fica esverdeada por causa de algas”, disse Melfi.

O estudo também ouviu a população para avaliar a aceitação da novidade. “O resultado foi positivo, as pessoas entrevistadas disseram que, desde que soubessem que estava havendo o controle adequado, consumiriam [alimentos produzidos com efluentes]”, contou o professor.
Edição: Valéria Aguiar

COMPLEMENTO

Efluentes são os resíduos provenientes das indústrias, dos esgotos e das redes pluviais, que são lançados no meio ambiente, na forma de líquidos ou de gases. A palavra efluente significa aquele que flui. É qualquer líquido ou gás gerado nas diversas atividades humanas e que são descartados na natureza.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

COMEÇOU "OFICIALMENTE" O RACIONAMENTO DE ÁGUA EM SÃO PAULO

 SABESP INFORMA QUANDO E ONDE O FORNECIMENTO VAI SER INTERROMPIDO


Não adianta mais NEGAR. 

A falta periódica de água, e até com hora marcada, o que já era uma realidade dramática sentida por grande parte da população de São Paulo, acaba de ser "oficializada" pela SABESP.

A COMPANHIA responsável pelo abastecimento de água no mais rico e populoso Estado do Brasil, informa que vai disponibilizar em seu SITE, os horários e em que região a VAZÃO / PRESSÃO da água será reduzida, o que em BOM PORTUGUÊS significa dizer, FALTAR nas torneiras.

Site da Sabesp vai informar horários e locais em que deve faltar água.
Camila Maciel
Da Agência Brasil


A Companhia Estadual de Saneamento Básico (Sabesp) informou que vai disponibilizar em seu site, a partir da próxima semana, uma lista com horários e locais onde haverá diminuição da pressão na rede de abastecimento. A manobra provoca falta d'água em diferentes regiões da cidade. O órgão reconhece que as localidades mais altas e longe dos reservatórios são as que mais sofrem com a medida. A empresa informou que faz ajustes para evitar que a população fique mais de 24 horas sem água e orienta que os moradores adquiram caixa-d'água e façam uso racional do recurso.


Uma das medidas adotadas pela Sabesp para combater a crise hídrica no estado é o fornecimento de caixas-d'água gratuita a clientes de baixa renda. De acordo com o órgão, o objetivo é manter o abastecimento nos imóveis por até 24 horas. Podem participar do programa clientes com rendimento familiar de até três salários mínimos e residentes em áreas reconhecidas pela Sabesp com socialmente vulneráveis.

Site da Sabesp

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terça-feira, 7 de maio de 2013

MEIO-AMBIENTE - VAZAMENTO DE ÓLEO ATINGE O RIO PARAÍBA DO SUL E AMEAÇA ABASTECIMENTO DO RIO DE JANEIRO


No mínimo é preciso questionar as condições de segurança do referido oleoduto, no que tange a evitar ações criminosas com estas características, que resultam em grande prejuízo e risco para a natureza e a população.

Municípios suspendem captação de água do Paraíba do Sul devido a vazamento de óleo diesel
07/05/2013 - 10h04
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Dois municípios do sul fluminense já cortaram a captação de água, devido ao óleo que vazou domingo (5) de um oleoduto da Transpetro em São José do Barreiro (SP): Porto Real e Barra Mansa. Segundo a presidenta do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), Marilene Ramos, a mancha de óleo já chegou a Volta Redonda.

Segundo a Transpetro, o vazamento ocorreu durante uma tentativa de roubo de óleo diesel das tubulações da empresa, subsidiária da estatal Petrobras. O óleo chegou ao Rio de Janeiro por meio do Rio Sesmaria e, depois, alcançou o Rio Paraíba do Sul, que corta o estado de sul a norte, cruzando vários municípios.

“A mancha está na altura de Floriano [em Barra Mansa]. Alguma coisa já chegou a Volta Redonda, mas muito diluída. Vamos continuar monitorando ao longo do dia, para avaliar a necessidade de suspender captações de água, inclusive em Santa Cecília, em Barra do Piraí [canal que liga o Rio Paraíba do Sul ao Sistema Guandu, que abastece de água o Grande Rio]”, disse Marilene Ramos.

Segundo ele, técnicos do Inea vão fazer um sobrevoo na região para avaliar melhor a situação da mancha de óleo. De acordo com a Transpetro, o vazamento foi provocado por criminosos que abriram uma válvula do oleoduto para roubar combustível e a deixaram aberta, permitindo o vazamento para o Rio Formoso.

A Transpetro informou que detectou o vazamento ainda no domingo e registrou a ocorrência na delegacia policial local. A empresa informou que se mobilizou para reduzir os impactos do vazamento. 

Edição: Juliana Andrade

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